Ucrânia

Creio que recentemente a maioria das pessoas tenha acompanhado na mídia a situação política da Ucrânia. A crise política que se instaurou e tal. Mas afinal que raio de país é esse que as pessoas tem nomes muito estranhos, que deixam de perna bamba qualquer jornalista, e teve uma revolução chamada Revolução Laranja?
Vou fazer aqui uma síntese pra ver se consigo deixar vocês um poucom meio boiando.

UCRÂNIA - País da Europa, banhado pelo Mar Negro, limitado ao norte com a Bielorrússia, a leste com a Rússia, a sudoeste com Romênia, Moldova, Hungria, Eslováquia e a noroeste com a Polônia. Seu nome significa "fronteira", na língua eslava.
A história da Ucrânia e a da Rússia se mistura em vários momentos, desde a criação dos dois Estados. Para os russos, Kiev é o berço da Rússia moderna. Para os ucranianos, porém, a Rus de Kiev, Estado criado no Século IX, é, sem dúvida, a mãe da Rússia moderna, mas não se confunde com ela. Kiev se tornou cristã numa época em que Moscou nem existia. Em 988, o príncipe Volodymir deixou o paganismo e adotou o cristianismo. Ao mesmo tempo, levou para as terras eslavas uma cultura milenar influenciada pelos bizantinos.
Por séculos, o Principado de Kiev foi o centro religioso e cultural da Rússia. Isso acabou no século XIII, quando as invasões mongóis o destruíram.
A presença da Rússia czarista na Ucrânia data, contudo, de 1654, quando também começaram importantes movimentos populacionais entre os dois países. Estes se seguiram durante séculos, e os últimos fortes fluxos migratórios russos em direção à Ucrânia ocorreram durante os governos de Nikita Kruchev (1958-64) e de Leonid Brejnev (1964-82), que, paradoxalmente, eram de origem ucraniana.
Durante séculos e até o final da Revolução Russa (1917), a Ucrânia foi disputada e, em diferentes fases, dividida entre o Império Austro-Húngaro (oeste do país), a Rússia (leste e sul) e a Polônia (noroeste). Embora haja grande proximidade cultural e lingüística entre ucranianos e russos, a História criou profundas divisões na Ucrânia.
O oeste do país, que foi controlado pelo Império Austro-Húngaro, é mais aberto à Europa, embora mantenha fortes traços nacionalistas. Estes surgiram, na história recente ucraniana, após a anexação do país pelas forças bolcheviques, em 1920, pondo fim a um período de três anos de independência.
O movimento nacionalista ganhou força no leste e no centro da Ucrânia nos anos 20 e 30, quando Josef Stálin ordenou uma campanha de coletivização forçada das terras e expurgos para pôr fim às "veleidades nacionalistas", em que milhões de ucranianos foram mortos.
Os métodos do ditador soviético ficaram marcados no inconsciente coletivo da Ucrânia, e parte de sua população acolheu bem, ao menos inicialmente, a chegada dos nazistas. Depois da guerra, isso foi usado por Stálin para perseguir os ucranianos.
Após algum tempo de invasão, a guerrilha do leste ucraniano passou a combater as forças nazistas e, no início da década de 50, as soviéticas. Há duas tradições bem distintas no leste e no oeste da Ucrânia. Passado, história e religião são diferentes, pois o leste teve maior influência russa. Com efeito, boa parte do oeste é católica grega (uniata), aceitando a supremacia do papa, enquanto o oeste é majoritariamente cristão ortodoxo, ligado ao patriarcado russo.
As línguas, ademais, também não são iguais, embora apresentem fortes similaridades. Uma pesquisa recente mostrou, todavia, que, mesmo no leste da Ucrânia, o ucraniano é considerado a língua materna pela maioria das pessoas que não são de origem russa (cerca de 30% da população local).
A partir de 1985, com as reformas iniciadas pelo premier soviético Mikhail Gorbachev, nacionalistas ucranianos fundaram o Movimento Popular Ucraniano pelo Perestroika, que reivindicava maior autonomia política e administrativa para a República. Essas foram as bases para o posterior movimento separatista. Em 16 de julho de 1990, o Soviete Supremo ucraniano proclamou a soberania da República, e, em 24 de agosto do mesmo ano, foi aprovada a Ata de Independência. Leonid Kravchuk foi eleito primeiro presidente do país. De lá para cá, Rússia e Ucrânia tiveram que sentarem-se à mesa de negociações para discutirem o destino da Criméia (região cedida pela Rússia, em 1954, e que com a desagregação da antiga URSS, foi requisitada pelos russos), do arsenal nuclear soviético instalado no país e o controle da poderosa frota soviética no Mar Negro. E, setembro de 1997, EUA, Belarus (ou Bielorússia), Rússia, Cazaquistão e Ucrânia firmaram acordo de desarmamento. No ano seguinte, voltou a funcionar um reator da usina atômica de Chernobyl, destruída por acidente em 1986. Atualmente, o país é governado pelo presidente Viktor Yushchenko e pelo primeiro-ministro Viktor Yanukovych.

A Revolução Laranja (em ucraniano: Помаранчева революція) foi uma série de protestos e eventos políticos, ocorridos entre 2004 e 2005, que tomou diversos lugares de toda aUcrânia, em resposta às alegações maciças de corrupção, intimidação por votos e fraude eleitoral direta, durante a eleição presidencial ucraniana de 2004.
A cor laranja foi adotada pelos protestantes como a cor oficial do movimento por ter sido a cor da campanha eleitoral do principal candidato da oposição, Viktor Yushchenko. O símbolo da solidariedade com o movimento de Yushchenko na Ucrânia foi uma fita laranja (figura ao lado) ou uma bandeira portando o slogan "Так! Ющенко!" ("Sim! Yushchenko!").

Localização: Europa
Capital: Kiev
Ext. territorial: 603.700 Km²
População: 46.500.000 hab.
PIB: 65.037 milhões de US$
Densidade dem.: 77 hab/Km²
População urbana: 67,3%
Crescimento pop.: -1,1%
IDH: 0,77
Expectativa de vida: 66,1 anos
Mortalidade infantil: 15,6 por mil
PIB per capita: 1,757 US$

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