A arte de escrever. Bravou ou feliz, um plágio da vida.

Cada escritor tem um jeito pra escrever, um motivo, alguma forma de inspiração. Eu não sou muito diferente, por que além deste blog, gosto de ficar escrevendo os meus pensamentos, e vejam só, até estou fazendo um livro! - sem muitos detalhes agora. O fato é que as coisas não surgem do nada, é preciso aquele estrálo para os pensamentos tornarem forma e se unirem em palavras legais. No meu caso é quase tudo puramente sentimento, talvez uma das formas mais primitivas, depois do gesto e da fala, para externar emoções. Dois textos como exemplo, um em que eu estava louco de raiva e outro mais no estilo "fenix, encontrando o caminho para a luz".

"Ele chegou em casa com os nervos a flor da pele, loucamente bravo. Se surgisse algum objeto caído em seu caminho, certamente ele iria chutar. Não, só chutar não, também esmagaria com força, depois arrancaria pedaços e por fim tacaria fogo.Sim, isso pareceu quase bom, mais ele ainda pisaria até apagar o fogo, levaria os restos pra fora e depois de colocar no lixo, ainda chutaria o lixeiro. Agora estaria bom, mais só se seu pé estivesse doendo, senão chutaria mais um pouco. Voltar para dentro falando palavrões também daria um toque mais digno a coisa. O raciocionio estava decente.
Dentro dele um monte de sentimento se misturavam, se enrolavam, se uniam num ponto único, pegavam fogo. Uma raiva sobre humana, que qualquer coisa, fora uma grande mágoa, seria incapaz de causar. Estava puto, essa era a palavra, irracionalmente puto. Deveria deixar pra lar e não dar bola, mais haviam conseguido, ele estava louco de raiva. Se fosse uma pessoa violenta já teria destruído a casa toda, mais como não era, o fez em pensamento. Amaldiçoou algumas coisas e depois se acalmou.
Emoções e reações óbvias a respostas abstratas do subconsciente - tornadas muito conscientes - a respeito de seus valores.

Um bom modo de expressar revolta.
"

"Eu não quis acreditar que as estrelas haviam parado de brilhar. Quando dei por mim já estava olhando apenas um céu escuro, sem qualquer sinal de vida e com um tremendo aperto no coração. Entre textos, rabiscos e emoções, foi mais forte que tudo. Como em um daqueles grandes momentos da vida, caminhei por ai sem rumo. Até entender alguma coisa, até resolver parar e desenhar flores sobre o asfalto. Curvas verdes, amarelas e vermelhas. Até sorrir sozinho, até sentir-se mais forte e voltar a sonhar.
Foi então que você surgiu, como um sonho bom, como um momento de sorte. Como uma criança, me viu correndo com os pés descalços. Como curado, senti meu coração voltar a bater sem medo. Incrédulo e feliz. As estações mudam e um novo vigor invade os corações. Se deus escreve por linhas tortas ou se foi sorte, não sei, mais todas as risadas e alegrias são culpa sua, culpa minha.
Enquanto os que não foram ensinam o verdadeiro sentido da vida, pode-se relaxar e sentir ter que as melhores pessoas do mundo estão ao seu lado."


Um segue o outro historicamente.


Gosto muito também de animações, músicas tocantes e todas essas coisas. Confesso que acho que iria adorar o trabalho de roteirista. Eu acredito na idéia de que nada se cria, tudo se copia e transforma - para melhor sempre espero. Não é que se trata de plágio, mais de reaproveitar ou enxergar algo mais numa na arte já feita. Afinal de contas, a própria arte é um plágio da vida - Tirando os livros do Douglas Adams.

È a arte de escrever. Há, quem falou primeiro que "nada se cria tudo se copia", foi o velho Chacrinha. Se ele uso a frase de alguém não sei, mais ouvi que era dele.

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