Já fui Católico, já fui Ateu, hoje sou Agnóstico. Mas afinal, qual o papel que deus e as religiões realmente têm em nossas vidas?
Na minha infância e começo da adolescência frequentei a igreja, participei da catequese, enfim, participei das coisas que uma pessoa de família de origem católica participa. Confesso que isso não foi por vontade própria, aliás eu não tinha a capacidade de discernir as coisas com propriedade par seguir uma ou outra direção.
A partir do momento que comecei a ter esse discernimento abri meus olhos pra igreja e pelos males que ela causou e que ainda causa. Então tomei a decisão radical de não crer em qualquer entidade superior e não seguir qualquer credo religioso. Foi um período de auto-conhecimento e crescimento intelectual muito valioso.
No entanto chegou um ponto que passei a questionar o ateísmo também, será que está certo, só porque a ciência aponta nesse sentido é coerente ser cético e não crer em nada?
Algumas foram as resposta que encontrei:
- Posições radicais fecham a sua mente para novas idéias, seja você um crente radical ou um cético radical. O que acontece é que você acaba defendendo aquilo com tanto afinco que novas idéias, por mais que sejam coerentes, não entram na sua cabeça. O que acontece é um estacionamento da ecolução, não há novos conhecimentos, não há novas experimentações. Como o instinto do ser humano é cada dia evoluir e melhor o radicalismo emperra isso.
- Eu não tenho, assim como a grande maioria das pessoas, capacidade de afirmar com convicção satisfatória se deus existe ou não. É muito fácil vicê pegar um texto qualquer de um autor qualquer e reproduzir as idéias ali contidas. Mas dessa forma não se prova nada. Não há um cristão que prove com precisão que seu Deus existe. Assim como não é definitiva a opinião de um especialista Ateu que diz que tal Deus não existe.
- Existem fenômenos que a ciência ainda não explica, mas a religião "explica". Não digo que creio nas opiniões religiosas, mas não posso simplesmente ignorar tal situação.
- É da natureza do Homem saciar as suas dúvidas, mesmo que seja de forma "supérfula", ou através da fé (que entendo aqui como o ato de crer em algo sem que tal coisa precise ser provada), ou então através da ciência. Mas nenhuma das frentes traz explicações absolutas, não existe uma única verdade. Existe a verdade que se mostra como cada um de nós vê a realidade.
Mas é então que me pergunto. Isso realmente muda a minha vida? Será que vale a pena ocupar meus pensamentos, de forma às vezes até insana, com algo como Deus ou religião?
A resposta que dei a eu mesmo foi que não. Eu não preciso disso pra viver, ter Deus ou não ter na minha vida só faz diferença se eu quiser que assim seja. A minha opinião é que é muito mais correto viver acreditando em coisas reais, mesmo que isso seja mais difícil, do que quando há algum problema recorrer a entidades de existência duvidosa. Mas fazer esforços pra negar a existência de tal entidade também é inútil. Você não precisa ter a certeza que tal ser não existe para não seguir o que os seus seguidores pregam.
Mas então surgem os crentes e dizem "mas como que uma pessoa pode viver de forma digna sem seguir os ensinamentos de Jesus?"
A esses ensinamentos entende-se solidariedade, honestidade, respeito, e por aí vai. Mas pasmem, não é só na igreja que se aprende esse tipo de coisa, nós enquanto membros de uma sociedade lidamos com tais valores todo dia, seja na família, seja na escola, seja no trabalho ou seja na bendita igrja. Então o indivíduo não precisa se atar a uma crença pra ser uma pessoa digna, o que ele precisa é de um ambiente social saudável.
Concluindo digo que mesmo não sendo um "servo de Deus" eu posso muito bem desenvolver um caráter respeitável e ser uma pessoa boa na sociedade, tanto é que as pessoas que me conhecem sbem das minhas convicções e que o fato de eu não seguir um Deus não me faz um seguidor do Diabo.
Quero ressaltar ainda que não me oponho a religiões, a não ser as que tem o intuito claro de estorquir os seus seguidores. Afinal como mencionei antes, uma mente em evolução é uma mente aberta.