Um belo fim Cubano, cubanos também tem estilo - parte 2.

Cidade Perdida é um dos filmes mais belo que eu já assisti, com a sua história contada em plena revolução cubana, é uma homenagem a arte. Simplesmente fantástico. Não é do tipo de filme feito para a grande massa, não é do tipo de filme que te faz rir ou chorar sem pensar, é uma história de efeito "a longo prazo", com as palavras do seu comediante triste - esse que foi um detalhe genial na história.

O filme todo é quase uma poesia, uma prova, é o trecho final do filme que eu coloquei abaixo. Assim como a arte, não é perfeito, nem exatamente triste ou feliz, apenas é belo e verdadeiro.



Não se preocupem, ele não revela nada da história.
Fiz uma pequena tradução para o caso de você não conseguir entender.


Eu sou um homem sincero,
De onde crescem as palmeiras,
E antes de morrer eu quero,
Deixar os versos da minha alma,

Eu venho de todas as partes,
E a todas as partes eu vou,
Arte, eu sou entre as artes,
Entre as montanhas,
Monte sou.

Tudo é belo e leal,
Tudo é música e razão,
E tudo como o diamante,
Antes que luz, é carvão.

Com os pobres da terra,
Eu quero moldar minha história,
E o ribeirão das serras,
Me satisfaz mais que o mar,

E eu quero, no dia em que morrer,
Sem pátria, mas não sem mestre,
Que haja em meu túmulo,
Um buque de flores,
E a bandeira do meu país.

Cultivo uma rosa branca,
Em Julho, como também em Janeiro,
Para um amigo sincero,
Que me deu uma mão honesta,
E para aquele um cruel que se rasga por mim,
O coração com o qual eu vivo.

Eu não cultivei nem espinho, nem thistles(Cardos).
Eu cultivei a rosa branca.

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