O poder dos rabiscos


A arte, pra mim, é feita de detalhes. Não, detalhes não é palavra, sintonias. Não é "o que está desenhado" e sim "em que sintonia os traços estão desenhados". Todos no mesmo ritmo, ou numa espécie de freqüências diferentes de formas e cores.
Tanto eu acho isso verdade, que adoro rabiscos. Desenhos extremamente simples, mas muito agradáveis. É um tanto quanto complexo analisar uma obra fotograficamente rica em detalhes. É difícil dizer "está bom" ou "não está". Na verdade, não há como não dizer que não ficou legal, afinal, ela é "fotograficamente rica em detalhes". Porem, não significa que seja genial.
Pode ser que a imagem retratada não possua harmonia, pode ser que o artista não teve dom o suficiente para visualizar o lado agradável da coisa. O que significaria abrir mão da cópia perfeita, eliminando os componentes "fora de sintonia".
Seja o que for, prefiro avaliar um artista pelos seus rabiscos sem medo e sem pena, do que pelas obras que buscam a perfeição.



E nem estou falando de rabiscos que querem ser obras. Apenas de rabiscos que nasceram pra ser e sempre vão ser rabiscos sobre o papel.

3 comentários:

  Dread

10:36 AM

Concordo, é tipo aqueles rabiscos feitos em um guadarnapo de papel, em uma lanchonete qualquer, em uma noite qualquer, de uma cidade qualquer.

  esmit

1:04 PM

Cara adorei seu blog!! Ja adicionei seu feed! Dá uma olhada no meu blog, tem poucos posts ainda, me diz o que você acha do que escrevo.. esmit.wordpress.com

valewww!!!

  Didgio

2:22 PM

Bem isso ai mesmo dread. Não precisa ser grande ou ter levado muito tempo.

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