Curiosidade: A história da cirurgia plástica.


Desde os tempos mais remotos o se humano sentiu a necessidade de corrigir imperfeições em seu corpo, principalmente as causadas por acidentes e punições - caso da índia antiga.
Falando apenas em cirurgia, o primeiro relato que se tem notícia é um papiro do egito antigo, o papiro de Edwin Smith (aprox. 2500 a.C.). Ele é praticamente um manual, ele faz referências há tratamentos de fraturas mandibulares, nasais, cranianas, entre outros procedimentos cirúrgicos.
A cirurgia plástica propriamente dita possivelmente se originou na índia, no segundo milênio antes de Cristo. As tribos na época praticavam punições pesadas aos seus integrantes, as mulheres, por exemplo, tinham seus narizes amputados em caso de adultério. Como na época era permitidas dissecções anatômicas, abriu-se muito campo para os experimentos e a cirurgia plástica se desenvolveu.

Cirurgiões indianos tentavam reconstruir a ponta do nariz das vítimas, utilizando um retalho da face interna do braço e também pontas de orelhas. Esta cirurgia foi descrita no livro de Sushruta e, é o primeiro registro de uma cirurgia plástica. (Tanter)


Sashruta é uma compilação de diversos conhecimentos médicos adquiridos empiricamente, ou seja, que foram passados de geração em geração ao longos dos tempos. Ele possui os fundamentos básicos da cirurgia na índia da época - entre 200 e 100 A.C.
O escritor, Sashruta, fez um relato completo, um verdadeiro estudo da medicina da época. Só para para se ter uma idéia, em seu texto, são descritos 121 instrumentos cirúrgicos, sendo 101 tipos de instrumentos auxiliares (yantras) e 20 variedades de instrumentos cortantes. Apresenta também 300 procedimentos cirúrgicos, tais como obstruções do intestino, remoção de pedra na bexiga e catarata, assim como e técnicas de incisões, cauterização, extração de dentes. Sugere o uso de vinho na diminuição da dor durante operações. Classifica em detalhes seis tipos de deslocamentos ósseos e doze variedades de fraturas, assim como os princípios de tratamento.
No mesmo livro também é proposto um dos primeiros códigos de ética para professores e estudantes de medicina.

Segundo o Sushruta Samhita, “aquele que deseja adquirir um conhecimento de anatomia deve preparar um corpo e cuidadosamente observar, dissecando-o, e examinar suas diferentes partes. Um completo conhecimento de anatomia só pode ser adquirido pela comparação dos dados dos textos e a observação direta”. Para isso, descreve como deve ser executado o processo de dissecação e observação de um corpo pelo estudante.(Neurociências em Retrospectiva)


A essas alturas não preciso dizer que Sushruta foi um dos mais famosos cirurgiões indus e talvez da história.
Na antiga Roma também eram feitas pequenas cirurgias para reparar pontas de orelhas.
Já na Grécia, no quinto século A.C., eram proibidas as dissecções anatômicas, havia o famosos desejo de respeitar os corpos após a morte. O que não fez com que estudos deixassem de serem feitos. Estudavam-se os animais.
"Hipócrates (século V a.C.) deixou descrições de inúmeros procedimentos relativos à Cirurgia Plástica como enfaixamentos, cuidados com a estética de curativos, e até mesmo preocupou-se com a calvície. (SBHM)"
Por muito tempo a história da cirurgia plástica ficou estagnada. Por diversos motivos, principalmente religiosos. Apesar das experiências feitas as escuras, as coisas só mudaram quando o Papa Sixto V autorizou as dissecções anatômicas em meados do século XVI.
Um novo impulso foi dado com o trabalho de Gaspare Tagliacozzi publicado em 1597 descrevendo reconstruções nasais, auriculares e labiais com transplante pediculado de membro superior, conhecido como retalho italiano.
O uso de armas de fogo aumentava cada vez mais e o uso da cirurgia se fazia cada vez mais necessário. Lembrem-se, há duas coisas primordiais que move o homem. A necessidade é a competição.
Dali em diante muitas novas idéias foram propostas e esse ramo da ciências foi se desenvolvendo. Muitos nomes ficaram famosos. Sendo que foi a partir da I Grande Guera que a Cirurgia Plástica oficializa-se como especialidade médica.O que servia de auxílio para os mutilados de guerra.

Hoje, como todos somos testemunhas. Mais que corrigir danos causados por acidentes, a cirurgia é um recurso muito utilizado para fins estéticos. "Disfarçar o envelhecimento" em muitos casos.

Um pouco de cultura não mata ninguém.

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