Blumenau, triste.


Blumenau acordou triste nessa manha de terça-feira. Nem estou lá. Mas as más notícias vem de longe. Alagamentos, falta de água, luz, mortes.
Solidariedade é o que falta a esse povo agora.



Estou em minha cidade natal, a 50km acompanhando tudo. Esperando a coisa normalizar. Não tenho uma canoa. Seria engraçado se não fosse trágico.

Um pouco de história. Blumenau, o vale do itajaí em si, uma bela porção do estado de Santa Catarina, sempre se mostrou frágil diantes das chuvas. Meus avós, por pelo menos duas vezes, viram os animais correrem para as montanhas, fugiram durante a noite, viram suas casas embaixo dágua.
Mas como sempre, medidas são tomadas, represas construídas. Espera-se conter a força da natureza.



Nem sempre com sucesso. Uma velha e curiosa história que meu avô conta, diz a respeito de uma pequena, velha e abandonada casa de madeira no topo de um pequeno aclive no terreno em que ele veio construir sua moradia. Isso pouco anos depois das terras do vale serem distribuídas aos imigrantes. Sou orgulhosamente descendente de italianos. Pois bem, durante a grande enchente, por encrível que pareça, com talvez 20 metros de agua acima do normal, aquele pequeno ponto permaneceu seco. Não era a primeira vez que isso ocorria.
A Oktoberfest, famosa no pais todo, foi criada para animar o poco depois de uma dessas enchentes. A cidade estava um caos, as pessoas desanimadas. Era uma pequena motivação para seu povo não perder a esperança.

Aguentem firme. Minha solidariedade a esse povo hospitaleiro, aos amigos que estão lá, a todos que guardo no coração.

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