Tsar Bomba, a maior bomba de todos os tempos.



Oficialmente chamada de RDS-220, com nome-código de "Ivan", a ocidentalmente conhecida como Tsar Bomba, foi a maior bomba nuclear já testada.
Usada durante a Guerra Fria, foi testada em 30 de outubro de 1961, em Nova Zembla, uma ilha no oceano Ártico. A Rússia queria e conseguiu fazer uma boa propaganda.

O termo "Tsar Bomba" remete para a histórica prática russa de construir objetos incrivelmente grandes para mostrar poder. Exemplos incluem o Grande Sino (Tsar Kolokol), o maior canhão do mundo (Tsar Pushka) e o incrível Tsar Tank. Apesar de a bomba ter sido taxada com este nome pelo ocidente, o mesmo acabou sendo amplamente utilizado na futura Rússia.


A ambição Russa e a sua mania em afirmar-se durante a história levou o premiê soviético Nikita Khrushchov, líder da União Soviética depois da morte de Stalin, a iniciar o projeto em 10 de Julho de 1961. Estava para nascer a maior e mais poderosa bomba da história.




Originalmente era projetada para ter 100MT, mais devido a dificuldades técnicas (transporte, peso) e ao perigo (radiação e o próprio poder de destruição), uma de suas três partes foi desativada e ela ficou pronta tendo 50MT.
Mesmo assim, seu poder era tanto, absurdamente tanto, que era equivalente a todos os explosivos usados na Segunda Guerra Mundial multiplicados por dez.

A “Tsar Bomba” era uma bomba de hidrogênio de estágios múltiplos com uma potência em torno de 50 megatons (Mt). [2] Tal capacidade de destruição equivalia a todos os explosivos usados na Segunda Guerra Mundial multiplicados por dez.[3] O design inicial trifásico (fissão-fusão-fissão) era capaz de liberar aproximadamente 100 Mt, mas o resultado seria um excesso de resíduos e partículas radioativas liberadas na atmosfera. Para limitar os efeitos dos resíduos radioativos, o terceiro estágio, que consistia de uma couraça para a fissão de Urânio 238 (o que ampliava muito a reação, fissionando átomos de urânio com neutrons mais rápidos da reação da fusão anterior), foi trocado por uma de chumbo. Isso eliminou a rápida fissão dos nêutrons resultantes da fusão (estágio 2), de forma que 97% do total da energia seria resultado apenas do estágio de fusão. Houve forte incentivo para a redução de potência; já que a maioria dos resíduos radioativos resultantes do teste da bomba acabaria chegando ao próprio território soviético.


Na verdade a idéia nem era usa-la como bomba, era impossível lança-la a partir de um míssil e atingir o ocidente, por exemplo, leva-la em um avião para muito longe poderia ser suicídio. Nasceu apenas para ser "uma amostra de poder".

E como testar um troço desse? Um avião cargueiro foi modificado e uma para-quedas amarrado ao artefado explosivo. Com 27 toneladas, 8 metros de comprimento e 2 de altura, a idéia era lança-la 10.500 mil metros altura e com o uso de barômetros explodi-la a 4000 mil metros.
Tudo isso para os aviões terem tempo de se distanciar pelo menos 45km do ponto zero, o ponto de impacto.

A bomba nuclear funcionou, a 270km sentiu-se um pulso térmico, a 1.000km era possível ver a bomba.

A bola de fogo gerada pela explosão tocou o solo e quase alcançou a mesma altitude do avião bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1.000 km de distância. O calor gerado poderia causar queimadura de 3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de distância. A nuvem em forma de cogumelo que se seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35 km de largura. A explosão pôde ser vista e também sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado algumas janelas por lá. O deslocamento de ar causou danos diretos até a 1.000 km de distância.

A pressão da explosão abaixo do ponto de detonação foi de 300 PSI, seis vezes a pressão de pico experimentada em Hiroshima.


E por fim, um vídeo:



Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tsar_Bomba

4 comentários:

  Morphon

9:16 AM

Ótima matéria, Parabéns!

  Lucas Palmeirense

5:46 PM

n entendo como uma bomba dessa n afeta as filmadoras q ficam bem perto da explosao

  Clarissa

10:29 AM

Oi, Digdio! Essa bomba foi um exemplo do poderio militar da União Soviética durante a Guerra Fria. Não à toa, ela era tida como uma ameaça às idéias ocidentais. O ocidente tinha receio tb de uma guerra nuclear. Imaginemos o poder de destruição dessa bomba a partir do hipocentro...abraços

  Didgio

4:04 AM

Concordo com voce Clarissa!

E Luca, acho que não foi filmado de tão perto quanto parece. Mesmo assim houve toda uma preparacao. Para se ter uma idéia, os avioes foram pintados com tinta reflexiva para repelir um pouco o calor!

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