Vida, carma e o mundo artificial

Peço que abstraiam um pouco, é um rascunho:

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Carma ou karma (do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação") é um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas conseqüências. Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário".
Budismo

No budismo, Kamma ou Karma é a palavra para "ato" ou "ação" e, nesse sentido, usa-se a palavra em textos mais antigos para ilustrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.
Esoterismo

Alguns movimentos esotéricos costumam falar em karma no sentido de "conjunto de deméritos acumulados" e em dharma como "conjunto de méritos acumulados" (portanto o contrário de karma). Essa terminologia não é consistente com o uso tradicional das religiões orientais, principalmente porque Dharma significa ensinamento ou verdade em vez de mérito ou virtude.
Espiritismo

Na visão espírita cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda as consequências boas ou más de suas encarnações anteriores. A lei de causa e efeito nos apresenta a idéia de que o futuro depende das ações e decisões do presente. Uma causa positiva gera uma efeito positivo, enquanto que uma causa negativa gera um efeito igualmente negativo.

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É um tanto quanto complicado discutir qualquer coisa, mas, tantas religiões chegam a uma mesma idéia. Talvez seja algo tão matematicamente lógico, quanto espiritual mente milagroso. Poderia eu dizer, cientificamente, que ajudando na produção de endorfina na cabeça de alguem próximo - conseguemente alegrando a pessoa -, seu humor muda devido as reações químicas e isso a predispões a um comportamente agradável, retornando-me agrados..... ou apenas dizer um desajeitado e abstrato "quem planta colhe".

Talvez quando ligada a parte social fica ainda mais confuso por que é dificil calcular nossos "pesos sociais", não se soma nem diminui reações a terceiros. Emoções geradas. Muito menos a profundidade, as marcas. Lembranças. Mas isso faz diferença, e muita. Como uma soma, um multiplicador. Carma, pode até ser uma calculadora, um resultado de tudo.

E ai, quando vivemos nossa vida. Nosso estress diário - vamos agora para um outro assunto -, vale mesmo a pena fazer algo que não gosta? Um sofrer, sobreviver. Não digo nem trabalhar. Mas ser infeliz nas suas ocupações. Depois de viver um "mais ou menos", nos encontramos em um momento de insatisfação, a busca pela felicidade. Neste estado, o alívio mais próximo é artificial.
Compramos então doses de emoções. Um filme, um esporte na tv, video-game, uma viajem. Na esperança de compensar toda parte ruim. Com a pretenção de esquecer, por alguns momentos, todo o resto. Depois daquela dose artificial de vida que desce pela garganta, a gente acaba sentindo falta de alguma coisa. Depois o vazio que se sente não é claro, mas é natural. Tentamos criar uma vida diferente, imagina-la, simula-la, por que a que temos está uma porcaria, por vezes. E fazemos tudo errado.

Em vez de viver algo decente e sobreviver só as vezes. Fazemos ao contrario. Por vezes somo um objeto vazio, escuro e tentamos jogar um belo tecido de ceda branca por cima. Resolve? Até engana, mas não resolve. E como o tempo, mas e mais pano é preciso para fazer alguma diferença. E é isso que levou muita gente a ruina. Tinham tudo e não tinham nada.

Não mando ninguem virar uma porra loca. É preciso viver a vida com inteligencia. A burrice há de ser punida, a inconseguencia é uma desgraça. Mas o mau humor é contagiante, a falta de compaixão lhe torna azedo. E isso tanto quanto suspiros propagam vida e abraços afeto e conforto. E tudo gira e gira. Quem recebe o abraço é você. Há sim uma inteligencia emocional, como diria Algusto Cury.

O egoismo que se vive não vai lhe retornar nada. Não é como uma poupança, que economizando compreensão, lhe retornará com juros mais tarde. Só lhe tira mais do que não se tem. Só te coloca em uma bolha invisível, incapaz de receber emoções alheias.

Há dias bons, há dias ruins, há dias para se guardar e dias para serem deixados para lá. Mas todo dia é um dia em que você pode fazer algo diferente da sua vida. Fugir da rotina e viver o que quer viver, não imitar, não desejar. Desejo é muito diferente de sonho, desejo é uma bela garota futil, sonho uma mulher de verdade. Deve-se sonhar, mas não viver de simples desejos. Consumidos um a um para tapar um vazio de vida. Deve-se lutar por alguma coisa, arriscar enfrentar o seguro e consolidado, pelo novo e o intusiamos. E talvez vivemos mais felizes de tentativas do que de ganhos vazios.

Não sei se isso atinge a todos, talvez a ignorancia seja uma benção, mas muitos vivem essa história. Acontece nos moldamos para caber em certos lugares do mundo e não fazemos nosso lugar. Achamos que estamos escolhemos o melhor e paramos de aceitar o que é imperfeito. Almejamos o mundo, ficando infelizes com o simples. E vamos do nada para o nada, em vez de para o infinito. Na nossa natureza imperfeita, o dificil é contornar tudo isso. Quando se acha que se sabe de algo, é por que talvez estamos bem enganados. Antes viviamso protegidos pela nossa ignorancia, agora somos fruto de um poder de seleção de mundo mal usado.

Enfim, pensamentos que venho tendo a tempo.

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